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Colômbia lidera a rede de computadores Maior de Latinoamérica

10/05/2010

Colômbia lidera a rede de computadores Maior de Latinoamérica

Depois de muitos anos de trabalho dois colombianos o tinham conseguido: eram parte da seleta equipe de 2.500 cientistas do Laboratório CERN (Centro Europeu de Investigação Nuclear), que com suas investigações em física de altas energias tenta descobrir a origem do universo. Slo tinham um problema: para manter-se no grupo lhes faltava criar a rede de computadores Maior de Latinoamérica.



Tudo tinha começado dez anos antes, em 1998, quando eles, Carlos Ávila e Bernardo Gómez, docentes do Departamento de Física dos Andes, uniram-se às investigações de altas energias do laboratório Fermilab em Chicago. Lá se experimenta com o segundo acelerador de partículas maior do mundo, o Tevatrón, que a altas energias faz colisionar partículas (como prótons e antiprotones) entre si, para realizar investigações sobre a origem da massa.

As coisas marchavam bem, mas os experimentos em Chicago terminavam no 2011 e Carlos e Bernardo não pensavam deter-se quando esse projeto chegasse a seu fim. Com seus estudos e experiência em altas energias preferiram procurar mais.

Queríamos manter-nos neste tipo de estudos e o Laboratório CERN, que tem o acelarador de partículas maior do mundo, o Large Hadron Collider LHC (grande colisionador de hadrones), era nossa objetivo. Lá se fazem experimentos que podem levar a decifrar a origem do universo. Contatamo-nos, oferecemos-lhes mão de obra e aceitaram. Primeiro nos unimos os professores Bernardo Gómez e eu (2006). Depois o engenheiro Marcelo Baquero viajou a Suíça e também fez parte da equipe (2007).

Em 2008 mandamos a Camilo Carrillo, estudante de doutorado. A Camilo lhe foi bem, agradou-lhes seu trabalho e os quatro ficamos no projeto, afirma Carlos Ávila, docente do Departamento de Física da Universidade dos Andes.

O CERN tem mais de 20 anos trabalhando com os aceleradores que produzem partículas como as que existiram ao começo da criação do universo. øPODEMO-LAS estudar e obter dados. Isto nos dá claves sobre a origem da massa em relação com a teoria do Big Bang, diz Ávila.

O LHC ou grande colisionador de hadrones arroja tantos dados que num segundo a informação que acumula é como armazenar dez enciclopédias britânicas, explica Ávila, mas não só é obter a informação. Há que a armazenar e analisá-la. Um computador, com uma boa configuração, poderia demorar-se 13.000 anos em processar tantos dados.

Nasceu a computação grid
Mas o nível de computação que se precisava não era um problema que não pudessem solucionar 2.500 cientistas de 38 países e 183 instituições que trabalham com o CERN. Se faz 20 anos tiveram que resolver como seus cientistas poderiam comunicar-se e compartilhar seus avanços em investigações desde qualquer lugar do mundo e para isso criaram a World Wide Web (www), que deu origem a Internet, esta vez não ficaram atrás: criaram redes que unem vários computadores (sem importar sua localização geográfica) para que façam o trabalho de 13.000 anos em só um. Isto é a computação grid.

O CERN, a sua vez, começou a unir grande quantidade de grids das diferentes instituições que estavam vinculadas com o projeto e era necessário que Os Andes contribuísse seu próprio grid se queria manter-se ativa na investigação.

O Grupo de Física de altas energias, então, solicitou-lhe à Direção de Tecnologias de Informação (DTI) dos Andes um grid. Petição que chegou no momento oportuno, pois se somou às do Departamento de Sistemas e Computação e do Centro de Computação Avançada de Engenharia (MOX), quem também procuravam uma solução para trabalhos de grande magnitude em suas investigações.

A solicitação se aprovou e nasceu o Grid Uniandes, que se converteu na rede de computadores maior do país para trabalhos científicos.

Era um passo muito importante que devíamos dar. Ao criar um grid e uní-lo à rede de computadores de CERN se tratava de uma colaboração mútua. Nosso grid lhes contribui mais computadores em linha e nós podemos obter os recursos das redes deles. Enviamos-lhes engenheiros que trabalhem para eles e de passagem se treinam, afirma Ávila.

E se criou o ROC-A
Com grid e pesquisadores no CERN os avanços seguiram. Em 2008 o Centro solicitou outro candidato a doutor, pelo que viajou a Suiça Alberto Ocampo, e o Grid Uniandes se uniu às redes européias EGEE (Enable Grids for E-science) e EELA (E-science grid facility for Europe and Latin America), que servem para interconectar vários grupos de grids, de diferentes países, e conseguir níveis de processamento incre­, como os que precisa o acelerador de partículas. A assessoria técnica a prestava o CERN.

O desempenho foi tão bom, que nesse mesmo ano Os Andes recebeu a certificação necessária para que o Grupo de Altas Energias do Departamento de Física pudesse processar os dados obtidos por seus pesquisadores no CERN com o Grid Uniandes.

Era um passo gigante. Para a Universidade foi como pôr uma bandeira e dizer que nosso trabalho é de primeira linha e localiza a Colômbia à vanguarda do tema em Latinoamérica, afirma Ávila.

Mas os avanços não eram só tecnológicos. Como lhes agradava o resultado dos estudantes que trabalharam com eles, o ano passado se uniu um mais, esta vez ocupando posição posdoctoral. Atualmente, nove pesquisadores dos Andes trabalhamos com o CERN, explica Carlos Ávila.

Ávila, Sanabria e Gómez, que trabalham em Bogotá, não devem viajar a Genebra para ver o avanço dos outros seis membros da equipe. Compartilham suas investigações através da rede.

Mas na tecnologia tudo se move muito rápido e as petições seguiram. O ano passado o CERN anunciou que não podia seguir prestando o apoio técnico em grids, o que não foi um problema senão a oportunidade para dar um passo ainda maior: criar uma rede de computadores como as do CERN, mas em Latinoamérica.

De imediato, o Departamento de Física da Universidade dos Andes se pôs em contato com a Universidade Autônoma de México Unam e o Centro Brasilero de Pesquisas Físicas CBPF (que também eram apoiadas pelo CERN) e criaram um plano para montar o Centro de Operação Regional Latinoamericano ROC-A, que uniria os grids dos países da região e funcionaria como as redes européias.

Andrés Holguín, coordenador de investigações tecnológicas dos Andes, viajou a Genebra (Suiça), sede do CERN, com representantes da Unam e o CBPF, para capacitar-se sobre como montar uma rede de computadores tão grande.

Um ROC como o que creiamos deve monitorear os recursos de todos os grids, dar suporte técnico e ser o meio de comunicação entre as instâncias inferiores e as diretoras de desenvolvimento de software de operação e de segurança, afirma Andrés Holguín.

O 30 de setembro de 2009 começou a funcionar o ROC-A administrado pelos Andes, a Unam e o CBPF. Está conectado às redes européias e ao CERN, pelo que a capacidade de trabalho para os pesquisadores dos Andes pode chegar a ser quase infinita, pois se podem aproveitar os recursos de todos os computadores interconectados.

Agora figuramos ao nível das grandes universidades do mundo vinculadas ao grid. Devemos trazer investigação e tecnologia de ponta que é de utilidade para o país. Podemos aproveitar isto para investigações de grande magnitude, com recursos que antes eram impossíveis de imaginar, adiciona Andrés Holguín, agora coadministrador do ROC-A.

Atualmente os pesquisadores usam bastante o grid. Mandam simulações e trabalhos a outros lugares do mundo. Está-se aproveitando em departamentos como o de Química para secuenciar DNA, mas a idéia é aproveitá-los mais, conclui Carlos Ávila, quem segue compartilhando seu tempo entre ditar classes de física e as investigações sobre a origem do universo.


Fuente: Agencia de Noticias UN Colombia posee cerca del 65% de los páramos del mundo. La ampliación de la frontera agropecuaria y el cambio climático son presiones que afrontan estas importantes fábricas de agua. Óscar Rojas, estudiante de la Maestría en Biología de la Universidad Nacional y experto en restauración ecológica, asegura que el brusco cambio de las estaciones climáticas de los últimos años impacta fuertemente a estos ecosistemas de alta montaña. En las épocas de veranos intensos, como la que hubo a comienzo del año, los páramos sufren bastante, pues son suelos que están acostumbrados a una alta retención de humedad. Por supuesto, las temporadas de lluvias los benefician, pero el problema es que estas temporadas ahora no son estables, por lo general son más cortas, pero con mayor intensidad de precipitaciones, algo que tampoco es lo ideal, explica Rojas. (+) Sabías queâ¤? En los niños menores de cinco años, un tercio de las enfermedades son causadas por factores ambientales como la insalubridad del agua y la contaminación del aire. Práctica limpia: Introduce una botella llena de agua en la cisterna del baño. Así ahorrarás agua en cada descarga. AGENDA BIODIVERSA Evento: Conferencia Bienestar Humano y Biodiversidad: Una visión institucional Fecha y hora: lunes 24 de mayo de 9:00 a 11:00 a.m. Lugar: BLAA, Centro de eventos Organiza: La Red de Bibliotecas del Banco de la República y el Instituto de Investigaciones de Recursos Biológicos 'Alexander von Humboldt' Entrada gratuita. Cupo limitado Si desea traer grupos mayores a 10 personas, asegure su cupo llamando al teléfono 343 2179 Más información GLOSARIO Compilado por el sistema de información sobre biodiversidad, SIB y el mecanismo de facilitación, CHM


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